Bicicletários Imaginários

quinta-feira, 19 de março de 2015

Um Bicicletário Musical...

Em meio ao caos do trânsito, sempre me deparo com melodias tocadas no piano livre, na Rua São Carlos, Bairro Floresta [na frente do Hostel Boutique].


Este bicicletário imaginário musical, faz parte do projeto "Piano Livre", que propõe a colocação de dez pianos em dez locais públicos de Porto Alegre (providos de segurança e protegidos de variações climáticas), a fim de promover o instrumento e a música como um todo. 


Todos os pianos foram pintados por artistas locais das mais variadas vertentes, contribuindo para a valorização da profissão artística e para o embelezamento da cidade. Os pianos estão disponíveis para quem quiser tocar até abril deste ano e são periodicamente afinados.


O projeto se baseia numa iniciativa de origem inglesa, o “Play Me, I’m Yours”, que desde 2008 já espalhou mais de mil pianos em 37 cidades na Europa, na América do Norte e na Austrália. Na América do Sul, o projeto chegou recentemente a Santiago, no Chile, e em São Paulo uma iniciativa semelhante instalou pianos em algumas estações de metrô.



Ps.:  O Hostel Boutique tem bicicletário, mas eu e a Frida gostamos mais do piano!!! heheheheh :D

quarta-feira, 4 de março de 2015

Uma praça de contrastes...

Depois de uma reunião com colegas, decidi dar uma paradinha na Praça José Alexandre Záchia. Ela fica entre as Avenidas Chuí, Capivari e a Rua Ibicuí, no Bairro Cristal, Zona Sul de Porto Alegre.


Sempre tive receio de parar ali, pois via muitas pessoas jogadas no chão fumando, brigando... muita sujeira, mato alto... lixeiras depredadas... Parei ali neste dia, pois observei pais com seus filhos, crianças jogando bola na cancha poliesportiva, outras brincando na pracinha... Uma paz, uma tranquilidade...


Há anos que gosto da estética destes bancos de concreto, com este círculo vazado. Servem muito bem para bicicletários imaginários, pois existe a possibilidade de colocar uma corrente, justamente neste vão.


E eu fico delirando... imaginando como ficariam lindos estes bancos pintados, assim como os brinquedos das praças!!! :D




segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Para não atrapalhar o passeio...

[via de trânsito de pedestres] ... eu penduro!!!


Gosto muito desta modalidade de  bicicletário imaginário, pois também é uma forma de dificultar o acesso para que alguém que queira mexer nela sem autorização... rsrsrsrsrs [Devo admitir que não gosto que mexam nesta bike, pois a fita do guidão suja facilmente...]


Ela fica bem acomodada sendo apoiada pelo pedal e guidão... e para finalizar, os cadeados. :D


Ah...e a minha bicicleta Sarah curte esta sensação de estar voando... Ela fica assim aqui em casa também, em seu suporte de parede. ;)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Pedal com amigas e amigos...

...com saída do terminal do trensurb de Novo Hamburgo. 


Não resisti as grades verdes que ficam logo embaixo da estação, pois são ótimos Bicicletários Imaginários!!!
 

PS.: Há mais de dois anos atrás, estive nesta mesma estação...e desta vez não encontrei o bicicletário... Não sei onde foi parar... Era grande e bonito... com vigia e tudo!!! :/



O bom é que não precisamos de bicicletários reais, pois estávamos próximos às nossas bicicletas e prosseguimos o pedal até o município de Dois Irmãos...


Almoçamos na Sociedade de Atiradores[1897], descansamos na grama da praça da Igreja São Miguel [1880], tomamos sorvete e retornamos para as nossas casas... :D



...Dois Irmãos é uma cidade bem convidativa por ser segura, tranquila, cheia de área verde para relaxar, prédios históricos e pessoas educadas. Ótima para visitar mais vezes!!! E é claro: na companhia de um grupo ciclistas super "alto astral", o passeio  fica muito melhor!!!  :D


Saiba mais sobre a cidade de Dois Irmãos:

A cidade de Dois Irmãos está situada nos primeiros degraus da encosta Meridional, numa altitude média de 175 metros, posição que lhe conferiu a designação “Portal da Serra”.

Município integrante do Vale do Rio Feitoria, afluente do Rio Caí, sua história está ligada à colonização alemã no Estado, parte da antiga Colônia de São Leopoldo, instalada em 1824. Dois Irmãos recebeu os primeiros colonos a partir de 1825, entre eles Pedro Baum e família, lavrador e sapateiro, do Hunsrück.

A leva mais significativa de colonos imigrantes que ocuparam parte dos 249 lotes da “Linha Grande de Dois Irmãos”, foi a dos ex-náufragos do navio Cecília. O veleiro partiu do porto de Hamburgo em 1827 e surpreendido por uma tempestade no Canal da Mancha. Parcialmente destroçado, o navio com seus passageiros foi abandonado por seu capitão e pela marinhagem, ficando sem rumo até ser encontrado por um barco inglês que o conduziu para Plymouth, na Inglaterra. Aí permaneceram por cerca de dois anos, aguardando a definição de seus destinos. Aportaram no Rio de Janeiro em 29 de setembro de 1829, dia de São Miguel. Conta a tradição que em homenagem ao Arcanjo estabeleceram essa data como seu marco fundante. Até hoje ela é comemorada no “Michelskerb”, Kerb de São Miguel.

Em 1832 os colonos católicos inauguraram a capela em honra a São Miguel. O lugar onde foi erguido o templo é, provavelmente, o mesmo onde a partir de 1869 foi construído o outro, com traços góticos, concluído em 1880, que hoje se encontra a Antiga Igreja Matriz de São Miguel, tombada pelo Patrimônio Histórico do Estado.

A ocupação da Linha Grande, também conhecida como “Baumschneiss” (Picada dos Baum), Picada dos Dois Irmãos ou São Miguel dos Dois Irmãos, deu-se basicamente através da atividade agrícola desenvolvida nos lotes que se alinharam lado a lado, no sentido norte-sul da Picada. O adensamento construtivo e demográfico se fez ao longo da picada, hoje Av. São Miguel, com casas de comércio, de atividades artesanais (ferrarias, marcenarias, carpintarias, sapatarias, lombilharias, etc.), residências e igrejas, plantadas na cabeceira dos lotes, constituindo uma “povoação-lagarta”.

Ainda hoje, percorrendo a Av. São Miguel, identificamos a antiga Igreja Católica de São Miguel (1880), a Sociedade de Canto Santa Cecília (1927), a Sociedade Atiradores (1897), a Escola Imaculada Conceição (1900), a Igreja Evangélica de Confissão Luterana (1855), a Igreja Evangélica Luterana (1938), além de casas de comércio, entre elas a casa que hoje abriga o Museu Histórico Municipal.

O Município ainda preserva a característica original de região agrícola, com o domínio de pequenas propriedades voltadas à policultura. O caminho dos encantos da Rota Romântica leva a Dois Irmãos. Lugar com boa qualidade de vida e um povo pacífico e trabalhador, onde sente-se que a história, o turismo e o desenvolvimento caminham juntos.

Como 4º produtor no Estado e 5º em exportação no Brasil, Dois Irmãos tem a indústria do calçado, importante riqueza econômica, colaborando com o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.

Uma cidade com as belezas de Dois Irmãos é um convite à visitação. Em tudo se vive a identidade cultural. Prédios históricos, igrejas, festas, praças, camping e cascatas.

[Fonte: http://www.doisirmaos.rs.gov.br/doisirmaos/historia/]

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Em 2015...




pense POSITIVAMENTE
exercite-se DIARIAMENTE
alimente-se BEM
trabalhe DURO
mantenha-se FORTE
preocupe-se MENOS
dance MAIS
ame MUITO
seja FELIZ

São os desejos de...
BICICLETÁRIOS IMAGINÁRIOS

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Nossa Senhora...

...das Dores, é a padroeira da Igreja Católica localizada no Centro Histórico da Capital, na Rua dos Andradas, 597.


A igreja é vigiada por militares e não foi permitida a entrada da bicicleta. [Gostaria de ter fotografado nas escadarias.]


A história desta igreja é muito interessante: desde seu início e até os dias de hoje... Por exemplo, as imagens escultóricas internas do prédio tem um "ar" mórbido, pois além de ter um tamanho natural humano, em sua maioria usam perucas de cabelos naturais.Vale a pena conhecer!!! Nem que seja a critério de curiosidade. ;)



Saiba um pouco mais sobre...


...A Igreja Nossa Senhora das Dores


Em 1752, portugueses vindos dos Açores estabeleceram-se à beira do Guaíba e formaram o primeiro núcleo da futura cidade de Porto Alegre, próximo de onde, mais tarde, construiriam a Igreja Nossa Senhora das Dores.

Membros da irmandade devota a Nossa Senhora das Dores rezavam missas na Igreja Matriz, atual Catedral Metropolitana, até 1807, quando resolveram construir o seu próprio templo, lançando a pedra fundamental em um terreno entre as ruas do Cotovelo e da Praia, às margens do Guaíba. No início, esmolas eram levantadas pela comunidade local para construir e decorar a igreja.

Em 1813, inaugurada a Capela-Mor, foi realizado o translado da imagem de Nossa Senhora das Dores; a partir de então, as energias e esmolas se voltaram para a construção do interior da igreja.

Em 1857, com a cidade entrando em um novo período de crescimento, foi retomada a construção da Igreja, com espaço para um hospital, que atenderia os membros necessitados da Ordem. Provavelmente por falta de verbas, esse espaço nunca foi utilizado.

Na década de 1860, foi colocado o madeiramento do telhado e a abóbada da nave sob a coordenação do entalhador português Mestre João Couto e Silva, também responsável pela decoração interna e as talhas dos altares,no ano de 1850. Em 1866, após a pintura do teto, realizada pelo artista Germano Traub, o corpo da igreja foi inaugurado.

Nos anos seguintes foi construída a escadaria para a Rua da Praia. Antes o acesso era feito pela Rua da Ponte, atual Riachuelo. As três esculturas da fachada representam a fé, a esperança e a caridade. A antiga edificação tinha, em seu projeto original, torres barrocas com cúpulas arredondadas, ao gosto português.

No início do século XX, Porto Alegre contava com arquitetos e engenheiros de origem germânica,  que trouxeram da Alemanha tendências ecléticas. Um novo projeto da igreja foi apresentado pelo arquiteto Julio Weise e aprovado pela Irmandade. A construção seguiu até 1903 quando foi, finalmente, inaugurada, apresentando corpo em estilo colonial português com fachada eclética: frontispício e altas torres, ornamentados com esculturas em gesso.

Em 1938, a pedido da comunidade, A Igreja Nossa Senhora das Dores foi tombada pelo IPHAN  Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na categoria de Sítio Histórico Urbano.Segundo Luiz Fernando Rhoden, arquiteto do IPHAN, a igreja das Dores foi tombada mais por seu valor histórico do que arquitetônico. Apesar de ter como origem um projeto barroco, seus longos 96 anos de construção fizeram com que passasse por diferentes leituras. Se internamente percebem-se as influências barroca e neoclássica a fachada é eclética. "Tem umas colunas egípcias, uns frontões clássicos gregos e um outro partido, encimado com um balde de flores", analisa.

Na capela mor encontram-se a estátua de São João Nepomuceno e a imagem de São José que datam de 1818, doadas por devotos da Santíssima. Existe ainda a imagem de Nossa Senhora das Dores logo à entrada lateral, também do século XIX.



Lenda e História - Jonino e a Igreja

Contam que um senhor de muitos escravos destinou um deles, Josino, para ajudar na obra da igreja. Certo dia desapareceram tijolos e outros materiais da construção. Josino foi acusado pelo seu senhor de ter sido o autor do roubo. Então, como a palavra dos senhores de terra tinha mais credibilidade do que a de um escravo, Josino foi condenado à forca. "No dia de sua execução, dizem que Josino, que se declarava inocente, rogou uma praga que iria provar sua inocência, dizendo que seu senhor não iria ver a conclusão das obras das torres da igreja, como um castigo do céu e à crueldade por que iam fazê-lo fazer passar", registra Maria Beatriz Cunha Ramos, especialista em História das Artes.

Fora as lendas, fatos objetivos contribuíram para o longo período da construção. A Ordem Terceira entrou em um período de decadência devido ao excesso de suas exigências para o ingresso de novos membros à Ordem. Sem membros, sem contribuições. Além disso, a irrupção da Revolução Farroupilha contribuiu ainda mais para piorar a situação. Depois, em meados do século XIX, foram destinadas verbas para a construção de um hospital para os irmãos pobres.

Novos ventos começaram a soprar a partir de 1898. O padre Fernando Gigante assumiu a paróquia e suspendeu os serviços religiosos. Rapidamente os membros se revoltaram e decidiram reativar a irmandade adormecida. Oitenta e quatro novos membros foram admitidos e as obras finais retomadas.

Em 1906 foi erguida a última torre e, no ano seguinte, concluída a longa escadaria. "Enquanto, no século passado, a conclusão do templo dependia dos esforços dos escravos, subjugados e explorados por seus senhores, não se chegou a um êxito feliz. Mas, uma vez abolida a escravidão no fim do século XIX, e todos unidos num trabalho espontâneo e livre, conseguiu-se acabar a obra. Parece ser esta a lição da lenda do escravo", regozija-se o padre C.J. Papen, em seu resumo histórico sobre a Igreja Nossa Senhora das Dores.

Muitos também acreditam que por ela estar em constante reforma, a praga de Josino permanece...